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Evento na ABI discute os desafios e oportunidades da presença chinesa na Bahia

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) promoveu na manhã de hoje (14), a palestra “Passado, Presente e Futuro da presença chinesa na Bahia”, com o economista Roberto Maximiano e o jornalista e escritor Carlos Navarro Filho. Acolhido na Sala Roberto Pires, o evento integrou o ciclo “Temas Diversos”, realizado a cada reunião mensal da entidade. O debate aberto por Walter Pinheiro, presidente da ABI, foi prestigiado por diretores da instituição e jornalistas convidados.

Os palestrantes abordaram o incrível mosaico chinês, os aspectos socioculturais e econômicos da relação sino-brasileira no estado, curiosidades sobre o país mais populoso do mundo e seu protagonismo diante do atual panorama industrial e tecnológico. O evento também analisou os desafios e oportunidades proporcionados pela presença chinesa na Bahia e o papel que será exercido pelo país nas próximas décadas. O jornalista Carlos Navarro Filho trouxe a experiência acumulada nas viagens à China, quando sua filha Mariana residia no país. Ele narrou as aventuras pelo país milenar e cheio de mistérios, com suas múltiplas identidades. (Confira a transmissão no Facebook).

Foto: Joseanne Guedes

Em maio deste ano, o governador Rui Costa, assinou um protocolo com uma empresa chinesa para investir U$ 7 bilhões na Bahia em outros projetos para além da ponte entre os municípios de Salvador e Vera Cruz, segundo nota da Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan). O coordenador de Articulação e Integração de Políticas Econômicas Setoriais do órgão, Roberto Maximiano, trouxe informações sobre demografia e contextos socioeconômico e geopolítico. Identificou as fases dos investimentos chineses realizados no Brasil e na Bahia, e a fase atual (Greenfield and Brownfield),  destacando os grandes investimentos chineses na Bahia de 2010 até agora. Segundo ele, aspecto mais importante da interação entre China e Bahia é “ver os interesses da Bahia, saber em que solo estamos pisando, quando a gente atrai investimentos chineses, e ter uma lógica, não de protecionismo, mas de saber o que queremos para nós, porque os chineses sabem o que eles querem”, afirmou. (Vídeo aqui)

Ele considerou o evento importante e atual, “porque a China está caminhando para, até 2050, se transformar na maior superpotência do planeta”, projetou o economista. “A China já é a maior corrente de comércio mundial, as universidades chinesas são de ponta, estão cada vez mais inserindo pessoas no mundo do trabalho e sua população não é desprezível”. De acordo com ele, a Bahia está se preparando, planejando seus investimentos, “mas tem que lembrar que somos detentores de recursos naturais, fontes energéticas e precisamos fazer tecnologia própria”, indicou. Questionado sobre as formas que a Bahia tem para se aproveitar da presença chinesa, Maximiano foi enfático: “Não tem mistério. É a educação. A Bahia tem o maior centro de supercomputação latino-americano voltado para a indústria, no Senai/Cimatec. Isso é um ponto a favor do estado”, concluiu.

*Joseanne Guedes, jornalista da ABI.

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