ABI BAHIANA

ABI promove ação solidária às Obras Sociais Irmã Dulce

Instituição realiza mais de 3,5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano a idosos, pessoas com deficiência, crianças e adolescentes

Uma atmosfera de amor e solidariedade envolveu a visita da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) à sede das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), na última sexta-feira (28) de 2018. Esta é a segunda vez que a ABI transforma a tradicional brincadeira do “amigo-secreto” natalino em uma ação solidária à obra fundada pela freira baiana. Ao invés de trocarem presentes entre si, os diretores optaram por doar cestas básicas e fraldas geriátricas à instituição, que realiza mais de 3,5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano a idosos, pessoas com deficiência, crianças e adolescentes, além de indivíduos em situação de vulnerabilidade social.

A superintendente das Obras Sociais e sobrinha de Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, foi representada pelo diretor Milton Carvalho. “Essa doação da ABI representa muito para nossa instituição. São alimentos básicos para nossos pacientes, isso ajuda diretamente no custeio da obra. Muito grato pela atenção de vocês”, agradeceu o gestor da OSID, premiada em 2018 como a melhor organização não governamental da Região Nordeste do país, pelo Instituto Doar, em parceria com a Rede Filantropia.

A instituição é considerada pelo Ministério da Saúde o maior complexo de atendimento 100% gratuito em saúde do Brasil e responsável pelo maior volume de atendimentos em toda a estrutura do setor na Bahia.

O presidente da ABI, Walter Pinheiro, promoveu a doação acompanhado pelo diretor de Patrimônio da ABI, Luís Guilherme Pontes Tavares e pelo diretor de Divulgação, Valber Carvalho. Eles recordaram episódios da caminhada de Irmã Dulce – cujo processo de canonização está em andamento –, e ressaltaram a importância das Obras Sociais. Pinheiro confirmou o desejo de continuar ajudando. “Fica renovada a missão da ABI de estar junto, contribuindo para esse trabalho altamente meritório. A inspiradora solidariedade dela nos mostra que esse período do ano vai muito além de uma troca de presentes. É tempo de pensar no outro”, completa o dirigente.

De Maria Rita a Irmã Dulce – Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador. Segunda filha de do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Maria Rita nasceu na Rua São José de Baixo, 36, no bairro do Barbalho, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo. Aos sete anos, em 1921, perde sua mãe Dulce, que tinha 26 anos. No ano seguinte, junto com seus irmãos Augusto e Dulce (Dulcinha), faz a primeira comunhão.

Aos 13 anos, Irmã Dulce passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família – na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento. Nessa época, ela manifesta o desejo de se dedicar à vida religiosa. Em 08 de fevereiro de 1933, entra para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe. Em 13 de agosto de 1933, recebe o hábito de freira das Irmãs Missionárias e adota o nome de Irmã Dulce, em homenagem a sua mãe. Passou a dar assistência a comunidades pobres, abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Em 1959, é instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce e no ano seguinte é inaugurado o Albergue Santo Antônio.

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, aos 77 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida – tinha 70% da capacidade respiratória comprometida – não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país.

A causa da Canonização de Irmã Dulce foi iniciada em janeiro de 2000. A validação jurídica do virtual milagre presente no processo foi emitida pela Santa Sé em junho de 2003. Em abril de 2009, o Papa Bento XVI reconheceu as virtudes heroicas da Serva de Deus Dulce Lopes Pontes, autorizando oficialmente a concessão do título de Venerável à freira. A fase de canonização do processo foi iniciada. Isto significa que qualquer graça ocorrida a partir desta data pode vir a ser analisada pelo Vaticano como o potencial milagre de sua santificação ou canonização. Em maio de 2011, ocorreu a Cerimônia de Beatificação de Irmã Dulce. A histórica celebração coroou a primeira beata nascida na Bahia. Após 11 anos de espera, a freira, conhecida por todos como o Anjo Bom do Brasil, passou a se chamar Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo o dia 13 de agosto como data oficial de celebração de sua festa litúrgica. (Informações disponíveis no site da OSID)


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