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Coleção “Mestres da Literatura Baiana” lança obra de João Carlos Teixeira Gomes

A vida cotidiana, as incursões na literatura fantástica e as condições humanas e existenciais estão no livro “O Telefone dos Mortos”,  do jornalista João Carlos Teixeira Gomes, o Joca. A edição ampliada de uma coletânea de contos foi lançada nesta terça-feira (16), na Academia de Letras da Bahia, em parceria com a Assembleia Legislativa da Bahia. Oitavo volume da coleção “Mestres da Literatura Baiana”, a obra flerta com o fantástico em 11 dos 21 contos (um deles inédito) distribuídos em suas 274 páginas divididas em dois segmentos: As verazes Fantasias e as Fábulas do Cotidiano.

Prefaciado pelo presidente da Academia de Letras, Aramis Ribeiro Costa, esse trabalho teve a sua última edição publicada em 1997, só sendo encontrado em sebos com preços proibitivos, especialmente para os jovens. De acordo com os organizadores, esse foi o motivo da indicação dos acadêmicos para resgate dessa instigante ficção do multifacetado escritor e jornalista com marcante presença como editor chefe do Jornal da Bahia, professor universitário, ensaísta, crítico literário (especialista em sonetos) e poeta. O autor já teve publicado pelo Legislativo o romance “Assassinos da Liberdade”, ambientado nos anos de chumbo do pós-golpe de 1964, quando foi inaugurado o selo de inéditos da Casa.

Mestres da Literatura

Prevista para 20 volumes, esta coleção pretende disponibilizar para as novas gerações obras indispensáveis dos melhores escritores de nossa terra, abarcando todos os gêneros literários. Concebida pelo presidente da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa, “Mestres da Literatura Baiana” não abarcará obras disponíveis nos catálogos das editoras comerciais – só encontrados em sebos.  Inaugurou a coleção “A Bahia já foi Assim”, de Hildegardes Vianna, cronista de A Tarde por 50 anos. Já os dois volumes de “Contos e Novelas Reunidos”, englobam em suas quase 900 páginas “toda a gama dos sentimentos humanos, prova inconteste da admirável literatura de Hélio Pólvora”. Como são também os poemas resgatados de Afonso Manta e os três livros de Wilson Lins do médio São Francisco que integram essa coleção.

*Informações da Assembleia Legislativa da Bahia e do jornal Tribuna da Bahia.


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