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Direção da Intercom apresenta na ABI o tema do seu 43º congresso

Evento que acontece em setembro foi apresentado durante a primeira reunião de diretoria da ABI em 2020

A primeira reunião de diretoria da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) em 2020, realizada na manhã de hoje (11/03), foi marcada pelas participações dos professores Giovandro Ferreira e Ivanise Andrade. Durante o ciclo Temas Diversos, eles apresentaram o tema do 43º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), que acontecerá de 2 a 7 de setembro, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. O mais tradicional evento da área de comunicação no Brasil terá como temática central “Um mundo e muitas vozes: da utopia à distopia?”.

Foto: Joseanne Guedes

De acordo com Giovandro, presidente da Intercom e professor do programa de graduação e pós-graduação da Faculdade de Comunicação da UFBA (Facom), os congressos sempre abordam assuntos importantes para a sociedade. “Neste momento, precisamos pensar uma comunicação que reforce a democracia e a cidadania”, afirmou. O docente ressaltou a necessidade de um estreitamento de laços entre as universidades, as entidades de comunicação nacionais e a sociedade. “Nossa área precisa retirar barreiras e colocar membranas onde tem fronteiras, para estabelecer essas relações entre o mundo do trabalho e a universidade. Talvez, o congresso possa ser o momento para fazermos essa mobilização”, defendeu.

Foto: Joseanne Guedes

“Sempre falei da dificuldade de fazer essa ponte entre a academia e o mercado”, concordou Ernesto Marques, vice-presidente da ABI. Ele reforçou a importância do Congresso da Intercom para a reunião dos “atores da comunicação” nacionais. O jornalista relatou sua experiência de quando era estudante da Facom. “A Facom que conheci era muito diferente de hoje. Era uma precariedade enorme. Fui para o mercado de trabalho antes de formar e demorei a concluir o curso de Jornalismo”, contou. Marques colocou à disposição do congresso os espaços culturais da ABI, como o Auditório Samuel Celestino, localizado no 8º andar da entidade, com mirante para a Baía de Todos os Santos.

O presidente da ABI, Walter Pinheiro, também destacou a importância de colegiados ligados à comunicação, a exemplo do Conselho Estadual de Comunicação, no qual representou a ABI. Naquela época, o ambiente digital da comunicação ainda dava seus primeiros passos. “Estamos nos comunicando cada vez mais, depois dos avanços da tecnologia. Hoje é muito fácil fazer textos e peças audiovisuais. Por outro lado, essa facilidade tem seu lado ruim, como o mau uso dessas ferramentas”, ponderou o dirigente. “Não tenho dúvidas sobre o sucesso desse grande evento”, disse.

Expectativa

A organização estima que 5.000 pessoas participarão das mais de 300 programações simultâneas que ocorrerão na Facom, entre ciclos com convidados internacionais, colóquios, fóruns, mesas, oficinas e minicursos. Os interessados em ministrar oficinas e minicursos têm até o dia 26 de abril para enviar suas propostas. De acordo com Ivanise Andrade, coordenadora do evento, realizar o congresso será bastante desafiador. “Reunir uma comunidade científica, o mercado e profissionais da comunicação para debater ‘um mundo e muitas vozes: utopia à distopia?’, no contexto político, social e econômico que a gente está vivendo, é quase um ato de resistência”, exclama a coordenadora.

A Intercom foi criada em 1977, em São Paulo, e é uma instituição sem fins lucrativos. A entidade estimula o desenvolvimento de produção científica entre mestres e doutores, mas também entre alunos e recém-graduados. Além do Congresso Nacional, a Intercom também realiza a Expocom (Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação), que funciona como etapas regionais para as premiações de produções acadêmicas de alunos de graduação que ocorrem durante o Congresso. De acordo com informações no site da Intercom, essa é uma forma de “reconhecimento aos que se destacam nos eventos promovidos pela entidade”.

*I’sis Almeida é estagiária da ABI, sob a supervisão de Joseanne Guedes.

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