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Estado Islâmico lança emissora de TV

A facção terrorista Estado Islâmico (EI) mantém o mundo em suspense há meses. O grupo faz um jogo de ostentação e provocação, negocia trocas de prisioneiros como se já fosse mesmo um Estado reconhecido e legítimo. Fotos e vídeos de seus reféns assassinados das formas mais brutais circulam pelas redes sociais. Para além da guerra, o EI entrou em uma ofensiva de propaganda midiática. Agora, organização começa a operar o “Califado Islâmico”, seu próprio canal de televisão na cidade de Mossul, no norte do Iraque. De acordo com a agência Deutsche Welle, o canal transmite sermões e ações militares da organização islâmica. Em entrevista à agencia DPA, moradores da região disseram nesta segunda-feira (27/03) que os extremistas utilizam alto-falantes para divulgar a emissora. Além do “Califado Islâmico”, o EI também tem uma emissora de rádio, uma revista e, na internet, dissemina informações em árabe, curdo, inglês e francês.

Através de sua estratégia de mídia e relações públicas, o EI já venceu batalhas sem precisar sequer entrar em combate. No Ocidente, muitos veículos de comunicação subestimaram o trabalho de propaganda dos terroristas, mas eles estão bem equipados. Suas ações podem parecer distantes, mas suas técnicas de propaganda levam o conflito a todo o mundo, incluindo ações de marketing como parte de uma estratégia de comunicação, que superou inclusive sua capacidade de manobra militar.

Com isso, o autoproclamado “Estado Islâmico” não visa conquistar a opinião pública: os terroristas querem demonstrar poder, intimidar, sobretudo as forças de segurança iraquianas e todos aqueles que sequer considerem entrar na luta contra o “Estado Islâmico”. As mortes do Charlie Hebdo, as decapitações em território ocupado, tudo isso tem por objetivo final a exposição, o espetáculo. Apesar de o EI pouco ter a ver com o islã, as imagens brutais divulgadas pelo grupo contribuem para o aumento da islamofobia.

Enquanto isso…

Foto: Eric Gaillard/Reuters
Foto: Eric Gaillard/Reuters

A entrega de um prêmio ao ‘Charlie Hebdo’ causa polêmica entre escritores nos EUA. Seis membros do PEN American Center, responsável pelo PEN de literatura, não comparecerão à cerimônia por não estarem de acordo com a decisão de dar o prêmio de liberdade de expressão para a revista satírica Charlie Hebdo, vítima de um atentado em Paris que matou vários membros de sua equipe. Os escritores Peter Carey, Michael Ondaatje, Francine Prose, Teju Cole, Rachel Kushner e Taiye Selas cancelaram a participação no evento marcado para o dia 5 de maio, em Nova York, por considerarem que,  independentemente da tragédia causada por um grupo islâmico radical, a revista representa “intolerância cultural” e “uma espécie de visão secular obrigatória”, nas palavras de Kushner ao The New York Times.

Antes que decidissem pelo prêmio, Teju Cole participou do debate que discutiu se a publicação deveria ser considerada “mártir da liberdade de expressão” e escreveu, para a The New Yorker, um ensaio em que recordava que Charlie Hebdo havia se destacado nos últimos anos “por lançar provocações especificamente racistas e islamofóbicas”. A organização, ao anunciar o prêmio, disse que “por ter pago o preço definitivo por seu exercício de liberdade de expressão e ter militado em meio a sua devastadora perda, Charlie merece ser reconhecido por sua valentia diante de um dos atentados mais nocivos contra a expressão na memória recente”.

*Informações da Deutsche Welle e do Portal IMPRENSA.

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