ABI BAHIANA

Jornalista e professor Zeca Peixoto palestra na ABI sobre o site Wikileaks

“Um terremoto na geopolítica internacional” é como o jornalista e professor universitário Zeca Peixoto classifica o fenômeno provocado pelo Wikileaks a partir de 2006, quando o site passou a expor o envolvimento do governo dos EUA em crimes de guerra, espionagens a chefes de estados e interferências políticas em diversos países. O tema será abordado por ele nesta quarta (15), às 10h, em mais uma edição do projeto “Temas Diversos”, durante a reunião mensal da diretoria da Associação Bahiana de Imprensa (ABI).

No artigo intitulado “WikiLeaks, o site que amedronta os EUA”, Peixoto analisa os impactos da divulgação dos documentos secretos, inclusive na vida dos brasileiros. “O papel do Wikileaks no jornalismo internacional é um marco na história da imprensa”. Ele afirma que o site fundado pelo ciberativista australiano Julian Assange – preso no dia 11 de abril, em Londres – está travando “quixotescamente” uma ciberguerra pela liberdade. “Pela primeira vez na História, um órgão de imprensa amedrontou os EUA e outras grandes potências”, ressalta. “A prisão de Assange foi a resposta do panóptico policialesco controlado pelos norte-americanos às denúncias do WikiLeaks”, pontua o professor.

Em entrevista à ABI, o mestre em História Social observou que, desde que entrou em operação, a atuação do Wikileaks foi uma advertência aos caminhos políticos que o mundo estava tomando. “Hoje, vemos em boa medida a hegemonia do conservadorismo da extrema direita e dos interesses político-econômicos da maior potência do mundo perpetrando golpes de estado, uma série de arbitrariedades mundo afora, para desestabilizar politicamente outros países”, afirma. Zeca Peixoto acredita que os documentos divulgados lá atrás pelo site já revelavam as intenções do governo estadunidense.

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