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Morre em Salvador o jornalista Afrânio Corrêa, diretor da ABI

Por / 0 Comentários / 5 dezembro, 2017

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) comunica o falecimento do jornalista e escritor Afrânio Corrêa (95 anos), membro do Conselho Consultivo da instituição, na manhã de hoje (5). O sepultamento do diretor acontecerá às 13h desta quarta (6), no Cemitério Campo Santo. Afrânio nasceu em Cuiabá (MT), em 1922, mas estabeleceu-se em Salvador, onde desenvolveu negócios, pesquisas históricas e a fotografia, uma de suas maiores paixões. Também em Salvador fundou o jornal Informe do Empresário.

O jornalista era sócio da ABI desde 1979, tendo atuado nas gestões de Afonso Maciel Neto e Samuel Celestino. Atualmente, integrava a diretoria conduzida pelo presidente Antônio Walter Pinheiro, que lamentou a perda e ressaltou as contribuições de Afrânio para o comércio baiano e as atividades de imprensa.

“A perda de um companheiro é sempre motivo entristecedor, especialmente alguém que dedicou quase 40 anos ao fortalecimento da ABI. Afrânio Corrêa notabilizou-se pela maneira cordata com que convivia com as pessoas. Na época em que não existia internet, o Informe do Empresário era o único impresso a divulgar os títulos protestados em nossa terra. Por assumir esse desafio, sofreu pressões daqueles que não queriam os nomes de suas empresas expostos. Ele resistiu bravamente para manter a credibilidade. À família enlutada, as nossas condolências”, afirmou Pinheiro.

Sobre

Jornalista, escritor, historiador, fotógrafo, contista, biógrafo, empresário. De tradicional família cuiabana, é filho de Caio Corrêa e Hilda Lima Correa e neto de José Estêvão Corrêa, professor emérito e homem público notável, sendo Patrono da Cadeira nº 20 da AML. Seu pai era médico e sua mãe foi a primeira mulher a voar nos céus cuiabanos, a convite de Hans Guzzi, na década de 1920. Afrânio Correa sempre se destacou por sua brilhante inteligência e articulação. Iniciou-se ainda muito jovem no jornalismo empresarial, pois fundou o jornal Correio da Semana, que circulou em 1938/39. Posteriormente Correa foi estudar no Rio de Janeiro, onde diplomou-se em Ciências Jurídicas e Sociais. Em Campo Grande dirigiu o jornal Correio do Comércio. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e escreveu inúmeros livros sobre Cuiabá e Mato Grosso. Em 1999, publicou “Automóveis de Cuiabá”, um livro que marcou época por sua apresentação e conteúdo. Posteriormente lançou “Quem Era Licínio Veneza”, em 2002, e “Os Deuses Também se Coçam”, em 2003, os dois últimos títulos pela Editora Buriti, de Cuiabá. (Com informações do Portal Mato Grosso)


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