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Sede

Ranulfo Oliveira registraria, na reunião do dia 17 de agosto de 1943, a excelente situação financeira – um milhão de cruzeiros em caixa – lembrando que a ABI iniciara suas atividades com 173 cruzeiros. Em verdade, pode-se afirmar que todo o Estado se mobilizou para edificar o prédio que se chamaria Ranulpho Oliveira, com doações vindas de toda parte, com êxito da “Campanha do tijolo”, com o apoio do governo do Estado, da Prefeitura, da Assembleia Legislativa, do interior do Estado e de outros Estados.

Em 1955 iniciam as obras de construção da sede própria da ABI. O Edifício Ranulfo Oliveira, sede da Associação Baiana de Imprensa (ABI), na esquina da Rua Guedes de Brito com a Rua José Gonçalves, junto à Praça da Sé, foi projetado entre 1945 e 1951 por Hélio Duarte e pelo engenheiro civil Ernesto de Carvalho Mange, que haviam vencido em 1941 um concurso público de arquitetura para construir a sede da ABI em outro terreno.

Construído no terreno definitivo entre 1953 e 1960, este foi o primeiro edifício da Cidade Alta a ser projetado em adequação aos novos parâmetros urbanísticos estabelecidos pelo EPUCS (Escritório do Plano Urbanístico da Cidade do Salvador) e se constitui em um verdadeiro manifesto da arquitetura moderna, se utilizando de boa parte do repertório corbusiano e da escola carioca, como a planta livre, a fachada livre, os pilotis, as janelas contínuas, o terraço-jardim e os cobogós. No último pavimento, com pé-direito duplo, um imenso volume curvo, correspondente ao auditório, rompe com a ortogonalidade do edifício. Em meados de 1958, quando o edifício estava quase concluído, foi promovido um concurso público para o painel que cobriria esse volume. O júri do concurso, formado por Diógenes Rebouças e Clarival do Prado Valladares, entre outros, elege a proposta de Mário Cravo Júnior, que é executado: um painel de vidrotil por formas retangulares de cores diversas.

 Em 1960, a Assembléia Legislativa do Estado da Bahia passou a ocupar alguns andares do Edifício Ranulfo Oliveira. Entre 1961 e 1962, a Assembléia decretou a emancipação de 130 municípios baianos. Em 1963, a Deputada Ana Oliveira se torna a primeira mulher a presidir uma sessão legislativa estadual na Bahia. O movimento militar de 1964, entretanto, compromete a própria independência do Parlamento: apenas neste ano, 56 deputados estaduais e um suplente foram cassados. O Governo estadual deu, em 1967, 60 dias para que a Assembléia Estadual adaptasse a Constituição baiana à nova Constituição Federal, o que foi feito, com sacrifício da autonomia do Legislativo, e levou à promulgação da quarta Carta Estadual Republicana neste mesmo ano, que viria a ser reformada em 1969 e 1983. O Parlamento permaneceu neste endereço até 1974.

Nos últimos anos o Edifício Ranulfo Oliveira serviu de sede para secretarias do município de Salvador como a Transalvador e a Secretaria de Habitação. Em projeto mais recente, abrigará a Prefeitura Bairro do Centro Histórico de Salvador, contribuindo na prestação de serviços à comunidade.

 

 

Em 2011, a sede da ABI passou por reformas, alterando todo o 2º andar do Edifício Ranulfo Oliveira, oferecendo mais comodidade aos associados e ao público em geral.

Sala de reuniões da Diretoria da ABI. Nesta sala mensalmente acontecem as reuniões ordinárias de Diretoria da Associação, nela também acontecem as assembleias e reuniões extraordinárias, sendo palco das principais decisões tomadas que buscam proteger os interesses da liberdade de expressão e o livre pensamento.