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Terceira edição da Flipelô homenageia o poeta baiano Castro Alves

As ruas, largos, praças e casarões do Centro Histórico de Salvador serão inundados pelo fantástico mundo das letras, de 7 a 11 de agosto. Em uma programação para todos os gostos e idades, a 3ª Festa Literária Internacional do Pelourinho – FLIPELÔ reafirmará Salvador no cenário nacional de eventos literários. Os cinco dias serão movimentados por mais de 100 atividades, entre apresentações teatrais, musicais, exposições e uma rota gastronômica. Este ano o destaque vai para as homenagens ao escritor e poeta baiano Castro Alves. Confira programação completa.

EmABC de Castro Alves”, livro escrito em 1941 por Jorge Amado, o autor elucida o caráter engajado e libertário de Castro Alves, demostrando admiração e identificação com   o autor de “Espumas Flutuantes” e “Hinos do Equador”. Para ele, Alves (1847-1871) foi “o último grande poeta da Terceira Geração Romântica no Brasil”. Jorge escreveu que o “Poeta dos Escravos” expressou em suas poesias a indignação aos graves problemas sociais de seu tempo. “Denunciou a crueldade da escravidão e clamou pela liberdade, dando ao romantismo um sentido social e revolucionário que o aproximava do Realismo”, diz trecho da obra.

Promovida pela Fundação Casa de Jorge Amado com correalização do Sesc (Serviço Social do Comércio), a abertura oficial será realizada no Teatro Sesc-Senac Pelourinho, às 19h, com  performance poética de Arnaldo Antunes e Márcia Xavier. Às 20h, no Largo do Pelourinho será realizada apresentação da Orquestra Afrosinfônica de Salvador. A organização espera cerca de 80 mil pessoas nos mais de 60 espaços ativados.

Na Casa Amarela (ao lado da Casa de Jorge Amado) e no Espaço das editoras baianas, na Escola de Medicina (Terreira de Jesus), estarão disponíveis para venda obras de jornalistas e autores baianos, a exemplo do livro “O espiritismo segundo o Google Street View” (Editora Mondrongo), lançado em 2017 pelo jornalista e poeta Nílson Galvão. O stand da Editora Mondrongo também venderá o livro “Coisas”, do pesquisador André Lemos, professor da Facom/UFBA.

Representatividade

A presença de autores populares negros e indígenas também ganha destaque com nomes como James Martins, poeta baiano dedicado especialmente a novas formas de expressão da poesia em Salvador e nas redes digitais; a Iyalorixá Jaciara Ribeiro que coordenou o evento Mulheres Negras Fortalecidas pela Ancestralidade (2019), idealizou e preside a Feira Ya Lagbara desde 2015; e Márcia Wayna Kambeba, mestre em Geografia, escritora, compositora e poeta de origem Kambeba, povo amazonense.

Segundo a organização do evento “a comunidade do Pelourinho está engajada também através dos grupos de tambores tradicionais, dos mestres e suas rodas de capoeira e dos artistas de rua”. No café da manhã realizado na Faculdade de Medicina da Bahia (Terreiro de Jesus), no último dia 24, a Fundação Casa de Jorge Amado recebeu a imprensa. Segundo a instituição, 50 lojas do Centro Histórico estarão oferecendo descontos de até 50% durante os cinco dias da Flipelô.

Flipelô+ 

Além do circuito oficial, diversas atividades culturais da chamada Flipelô+ ocupam espaços espalhados pelo Centro Histórico, se incorporando à Flipelô e contribuindo para que a Festa possa abraçar um número maior de participantes. O jornalista Luís Guilherme Pontes Tavares, diretor da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), estará sábado (10) ao lado de Ana Lúcia Albano, Graças Nunes Cantalino e Pablo Iglesias Magalhães, na roda de conversa “Tertúlias bibliográficas: livros e bibliotecas na Bahia, sec. XIX”, no Memorial da Medicina Brasileira – Faculdade de Medicina da Bahia – 10h.

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