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Zezão Castro celebra a cultura nordestina com cordel sobre as matrizes da festa junina

O jornalista começou a escrever reportagens em forma de cordéis nas páginas de A Tarde

Oito anos atrás começava a história de Zezão Castro com o cordel. O jornalista produziu uma reportagem para o jornal A Tarde com texto que explorava as rimas e estrofes desse jeito diferente de fazer literatura, e hoje está no 10º cordel. “Fui cobrir a saída do Bloco Mudança do Garcia e o clima da festa me inspirou. Saí da redação com uma pauta e voltei com um cordel”, conta. No esquenta para os festejos de São Pedro, o jornalista e cineasta lança hoje (27) a partir das 19h o cordel “Auto Junino ou A Chegada de Gonzagão no Arraiá Celestial”, na Tropos Gastrobar, no Rio Vermelho.

O pai de Zezão é de Riachão do Jacuípe, interior da Bahia. Já a família materna é do Ceará, tendo sua mãe nascido no Espírito Santo. “Sou fruto de duas diásporas do sertão”, brinca o jornalista sobre sua influência nordestina. “É com muita alegria que lanço mais um cordel, este gênero literário tão brasileiro e tão desprezado”, afirmou Zezão à Associação Bahiana de Imprensa (ABI). O jornalista denuncia a omissão dos governos municipal, estadual e federal, que, segundo ele, “se fazem de surdos sobre o gênero”.

Matéria publicada no A Tarde, nesta quinta (27) – Foto: reprodução

Em entrevista ao jornal A Tarde, Zezão reiterou as críticas ao cenário da literatura de cordel. “Perdeu seu principal ponto “a Banca dos Trovadores e Repentistas” no Mercado Modelo. Hoje, não tem Ministério da Cultura, nem editais. O cordel é desprestigiado”, lamenta. Para ele, falta apoio do poder público e investimento.

Auto Junino – Dividido em três capítulos e com xilogravuras de Gabriel Arcanjo, o cordel fala das matrizes do São João. O texto tende para o lado histórico e aborda o surgimento e desenvolvimento das celebrações juninas. No início, ele explora a as ligações entre a festa junina e a religião. Em seguida, fala de música. É aí que ganha relevo o grande personagem: Luiz Gonzaga. Zezão destaca a importância do cantor cuja obra é uma verdadeira celebração ao próprio Nordeste. Segundo ele, quem for para o lançamento vai conhecer “a história de como uma festa pagã virou festa católica no Brasil, aparecimento de Gonzagão e seus desdobramentos”. (Com informações de Catharina Dourado para o jornal A Tarde).

SERVIÇO

O quê? Lançamento do cordel "Auto Junino ou A Chegada de Gonzagão no Arraiá Celestial"
Quando? 27 de junho (quinta), às 19h
Onde? Tropos (Rua Ilhéus, 214 - Rio Vermelho)

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