ABI BAHIANA

Aplausos aos jornalistas!

O mundo mudou e não será mais o mesmo, depois de debelada a pandemia da Covid-19. Haverá uma penosa e profunda restruturação econômica, social e organizacional. Os hábitos e rotinas sofrerão mudanças. A higiene pessoal será exercitada com mais vigor; o home office terá mais adeptos; a utilização de  videoconferência crescerá; os deslocamentos a trabalho serão menos constantes; diálogos via internet se ampliarão; a tecnologia digital se efetivará e os contatos presenciais entre familiares crescerão. Tudo como consequência das experiências obtidas com a quarentena a que estamos submetidos. O “Fique em Casa” foi atendido pela maioria da população. As ruas ficaram vazias, sem encontros nem aglomerações, tudo para reduzir a velocidade de proliferação do coronavírus.

Obviamente, nem tudo parou. Algumas atividades permaneceram na “linha de frente” dos serviços comunitários, conscientes da imprescindibilidade de suas ações, mesmo que a exposição aos riscos fosse evidente.  É o caso dos médicos e demais servidores da Saúde, motoristas profissionais, caminhoneiros, policiais, bombeiros, delivers, plantonistas, dentre outros. E todos eles têm sido alvos de aplausos por parte de uma população reconhecida pelos seus serviços.

Hoje, porém, vimos aqui ressaltar o empenho de uma categoria cuja presença cotidiana à frente da missão que abraçou muito a enobrece: a dos Jornalistas.

Dá para imaginar como seria o seu dia a dia caso não chegassem a domicílio – hoje com velocidade cada vez maior – informações sobre a Covid-19, as providências implementadas pelas autoridades, as conquistas alcançadas e, também, as perdas que se somam, para tristeza de todos? E a quem cabe a tarefa de caçar a notícia? Aos profissionais da Comunicação, esteja ela onde estiver. E mais: sem abrir mão da Verdade.

Fato a ser considerado, em momentos como este, quando indispensável é o trabalho da imprensa, é o crescimento de outra deformação também muito prejudicial ao cidadão: as fake news. Daí, a valorização crescente das imagens e textos divulgados por uma mídia responsável, com o que leitores, telespectadores e internautas se vacinam contra a atuação delituosa de criminosos.

E por que os aplausos hoje vão para os Jornalistas? Porque 7 de abril é o seu dia. Instituído pela Associação Brasileira de Imprensa, em 1931, visou homenagear o médico e jornalista  Giovanni Battista Líbero Badaró, morto por inimigos políticos em 1830, pelas  ferrenhas críticas dirigidas ao Imperador D.Pedro I, que terminou renunciando em 7 de abril de 1831. Prova maior de que o jornalismo é uma profissão de risco, como ainda se constata nos dias atuais, quando os poderosos reagem de forma cada vez mais contundente às denúncias, informações ou críticas que sofrem da imprensa.

Assim, se o coronavírus impede cumprimentos mais afetuosos  aos que vão à luta cotidianamente para lhe informar sobre o que acontece do lado de fora de sua casa, um telefonema ou mensagem pela rede social, certamente, provocará efeitos altamente positivos na autoestima destes profissionais. Por isso, faça agora. Não hesite. Não deixe para depois. Eles bem merecem.

Walter Pinheiro

Presidente da ABI – Associação Bahiana de Imprensa

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